segunda-feira, 17 de maio de 2021

Segurança Pública

Latrocínio? Assassino de Gisele, encontrada na Estrada Chaparral, pode ter roubado salário da vítima

15 Apr 21 - 16h50 Atualizado 15 Apr 21 - 18h53 Juliet Manfrin
Latrocínio? Assassino de Gisele, encontrada na Estrada Chaparral, pode ter roubado salário da vítima

Via: Redação/Juliet Manfrin - Foto: Arquivo da família

O caso envolvendo a morte da jovem de 26 anos, encontrada sem vida dentro de um guarda-roupa, jogado às margens da Estrada Chaparral em Cascavel há exatamente uma semana, na quinta-feira (8) passada, pode tomar um novo rumo quanto às investigações.

Ontem a irmã de Gisele da Costa Santos, Ana Paula Costa Santos de Jesus foi à Delegacia da Polícia Civil de Cascavel para levar novos elementos que devem contribuir com o andamento do caso. 

O Portal24 apurou nesta quinta que o suspeito foi transferido ontem à Cadeia Pública de Toledo, unidade especializada em custodiar presos que tenham cometido crimes sexuais ou questões de gênero – contra mulheres.

Ana Paula relatou à reportagem que o homem que confessou ter matado Gisele pode ter roubado, ficado com p salário do mês da vítima.

Na cooperativa de crédito onde a jovem tinha conta bancária, a família foi informada que Gisele sacou o salário, no valor de R$ 1,5 mil, no dia 7 de abril utilizando a identificação pela impressão digital. Isso se deu um dia antes de seu corpo ser encontrado.

Para a irmã de Gisele, ela estava na casa do suspeito desde a terça-feira (6) e não de quarta como foi alegado pelo preso. “Acreditamos que ela estava na casa dele desde a terça-feira, porque quando o corpo dela foi encontrado, ela ainda estava com a mesma roupa que usava na terça. Pode ser que ela estivesse na casa dele na terça, saiu na quarta cedo para receber e foi morta na sequência”, cogita a irmã.

Apesar de ela ter recebido em espécie, suas contas mensais não haviam sido pagas e o suspeito estava com pouco mais de R$ 1 mil em espécie quando foi preso. Ana Paula acredita, inclusive, que ele utilizou do dinheiro da própria irmã para comprar o guarda-roupa onde ela foi colocada para seu corpo ser dispensado às margens da estrada, além de pagar, com esses mesmos recursos, pelo transporte de seu corpo. “Ele [o suspeito] disse que ela morreu na noite de quarta, mas a gente acha que pode ter sido antes (...) optamos por lacrar o caixão. Penso que ela pode ter recebido [o salário] pela manhã e ter sido morta logo em seguida”, completou.

Ana Paula e a família pedem justiça e que ele possa ser enquadrado no crime de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. O rapaz, que nas redes sociais usava um pseudônimo, não trabalhava, mas levava uma vida relativamente confortável, com pedidos frequentes de alimentos via delivery, vida social ativa e roupas boas. “É muito triste, ainda não consegui viver o luto com tantas coisas para resolver e ontem meu pai falou algo que mexeu muito comigo, ele disse que nunca encostou um dedo na Gisele, para que viesse uma pessoa dessas e tirasse a vida dela, desse jeito”, desabafou a irmã.

O suspeito, que confessou o crime, está preso desde o dia em que o corpo de Gisele foi localizado.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do suspeito, nem com o delegado que coordena as investigações.


Correção

Essa matéria foi alterada no trecho em que dizia que o corpo estava em estado avançado de decomposição. Essa informação foi removida do texto porque o corpo não estava em decomposição, a família acredita que a morte tenha ocorrido antes da noite de quarta ou madrugada de quinta – ainda durante o dia de quarta – pelo estado em que o corpo se encontrava, aparentando uma morte há mais horas. 

 

Relembre do caso

Gisele da Costa Santos de 26 anos foi encontrada sem vida, dentro de uma guarda-roupa, dispensado ás margens da Estrada Chaparral em Cascavel. Ela estava com os pés e as mãos amarrados. O móvel com o corpo foi dispensado ali com o auxílio de um freteiro que a princípio não sabia se tratar de uma pessoa sem vida.

Poucas horas após o corpo ser localizado, a Delegacia de Homicídios de Cascavel já havia desvendado o caso.

O homem que teria matado Gisele, um rapaz de 25 anos que é do estado de Alagoas, que mora em Cascavel hã não muito tempo e que está preso desde o dia 8 deste mês, disse à polícia em um primeiro momento que a morte teria sido um acidente. Ele disse ainda que discutiu com Gisele, ela acabou caindo, batendo com a cabeça e morrendo, mas seu depoimento foi marcado por contradições.

Ele e a vítima teriam se conhecido em um aplicativo de relacionamentos e aquele seria, segundo o suspeito, o primeiro encontro do casal, o que a família acredita não ser verdadeiro. O suspeito disse ainda que não teria gostado de Gisele e que uma cena de ciúmes teria sido protagonizada por ela, depois que localizou mensagens em seu celular, originando toda a discussão. Mas o suspeito não soube dizer à polícia porque não acionou o socorro médico.

Logo após os fatos, o celular da vítima foi localizado com o suspeito. 

Na mesma noite em que o suspeito foi preso, menos de 12 horas após a morte de Gisele, ele chegava em casa com outra mulher, não se descartando pela polícia que ela poderia ser mais uma vítima.

A família pede, inclusive, que outras vitimas acionem a polícia.


Ato de solidariedade

No meio de tanta dor e de desespero, a família de Gisele ainda encontrou forças para fazer atos de generosidade.

Ana Paula, irmã da vítima, lembrou que Gisele era desapegada das coisas materiais e que, por esse motivo, tudo o que lhe pertencia foi doado. Móveis, eletrodomésticos, roupas, calçados. “Temos certeza que era exatamente isso que ela queria que fosse feito e assim fizemos. Ela era uma ótima pessoa, muito superior a ele [ao assassino], não merecia isso”, seguiu Ana Paula.


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