quinta-feira, 29 de julho de 2021

Cascavel

DENÚNCIA: esgoto de presídios é jogado sem tratamento em córrego que deságua em prainha de Cascavel

10 Aug 20 - 08h47 Atualizado 10 Aug 20 - 08h47 Juliet Manfrin

Esgoto das penitenciárias é despejado sem tratamento em córrego que deságua em prainha de Cascavel


Assim, em um primeiro olhar parece esgoto. Mais de perto, dá para se certificar que realmente é. O mau cheiro também não deixa dúvidas.

Dejetos humanos jogados a céu aberto e o pior, em uma área de preservação, direto em um córrego.

A cena foi flagrada na semana passada, em Cascavel numa área rural bem próxima às penitenciárias Estadual e Industrial – a PEC e a PIC.

Tudo isso desce para o córrego Tesouro, o mesmo que deságua na prainha do reassentamento São Francisco.

Pelo que denunciam moradores próximos, o esgoto vem mesmo dos mais de mil e quinhentos presos, despejados diretos no rio, sem nenhum tipo de tratamento.

No dia em que a equipe esteve no local, na última quarta-feira, foi possível observar que o filete d´água praticamente desapareceu após ser completamente tomado pelo esgoto.

E o morador confirma: está longe de ser uma situação isolada ou recente.

O repórter cinematográfico Ailton Santos esteve lá nesta semana, após denúncias recebidas sobre o possível crime ambiental.

O desafio agora é saber de quem é a responsabilidade e há quanto tempo está desse jeito. O Ministério Público alerta que existe um contrato específico firmado com a Sanepar para coleta e tratamento, com um procedimento já antigo que tramita no MP.

A Sanepar diz que o recolhimento do esgoto é feito nas unidades penitenciais duas vezes por semana, as terças e quintas-feiras e que se houver a necessidade em outros dias, os responsáveis pelas unidades prisionais acionam a companhia, que o esgoto é coletado por caminhão de sucção e enviado para tratamento na estação localizada na região norte da cidade.

Uma equipe da Sanepar foi ao local para verificar a denúncia, mas a companhia não quis informar o que os técnicos encontraram por lá.

A companhia disse apenas que técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Instituto Água e Terra também foram acionados e que essas informações deveriam ser questionadas a eles.

O Portal24 procurou esses órgãos. O Instituto Água e Terra em Cascavel confirmou que técnicos foram ao ponto de despejo, mas a reportagem aguarda desde a semana passada um contato com a Gerência Regional.

O Portal24 também não teve retorno da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Cascavel nem do secretário Municipal de Meio Ambiente.


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