sábado, 23 de outubro de 2021

Cascavel

Exportações de grãos avançam mais de 50%, mas de carnes recuam 17% em Cascavel neste ano

14 Aug 20 - 16h41 Juliet Manfrin
Exportações de grãos avançam mais de 50%, mas de carnes recuam 17% em Cascavel neste ano

Via: Redação/Juliet Manfrin - Foto: Reprodução/Faep

O volume de exportações, em toneladas, faturadas no município de Cascavel neste ano cresceu 23% de janeiro a julho deste ano, se comparado a igual período do ano passado, porém, apesar da cotação do dólar bem mais alta que no período do que ano passado, em média valorização de 20%, os ganhos em dólares recuaram 11%.

Para o analista e economista Marcelo Dias, a explicação está na venda de mais produtos sem processamento, as commodities como soja e milho, e um recuo na exportação das carnes que é a grande expertise do mercado cascavelense para o cenário internacional. O município está entre os maiores exportadores do estado e é líder nas transações internacionais no oeste.

De janeiro a julho do ano passado, Cascavel exportou 305,5 mil toneladas de produtos e faturou por elas quase US$ 304,5 milhões, média de US$ 996 a tonelada. Agora foram 374,6 mil toneladas e US$ 272,1 milhões, US$ 725,3 a tonelada, ou seja, retração de 27%.

Segundo dados levantados pela reportagem com a Secretaria de Comércio Exterior do Governo Federal, as evidências são facilmente explicadas pelos números. Ao se consultar as comercializações por segmento, é possível identificar que nos primeiros 7 meses deste ano Cascavel exportou 104,7 mil toneladas de carnes e miudezas comestíveis que somaram faturamento de US$ 176,6 milhões, de longe o setor que representa a maior fatia nas pautas de exportação local. 

No mesmo período em 2019 haviam sido 110,7 mil toneladas e US$ 211,5 milhões pagos por eles.

Já as commodities, por sua vez, somaram neste ano 153,8 mil toneladas e US$ 51,3 milhões. No ano passado havia sido 99 mil toneladas com US$ 33,9 milhões em faturamento.

Enquanto a venda de carnes recuou 5% em volume e 17% no faturamento, os grãos avançaram 55% em volume e 51% em faturamento. “O desempenho é positivo, mas precisamos lembrar que vender commodity significa vender o produto sem processamento, para outro processar e ganhar pelo valor agregado, A carne é esse valor agregado, existe uma cadeia que se beneficia dela e gera emprego e renda”, explica o especialista.

“Porém, os produtores vivem um momento diferenciado. As exportações não sofreram muito o impacto da pandemia, no nosso caso, no oeste, vendemos basicamente alimentos e as pessoas precisam comer. Existe uma demanda para isso e os grãos estão com cotações muito boas, então muitos aproveitaram para comercializar a soja estocada e parte do milho que estava nos armazéns conseguindo assim bons negócios com o mercado internacional”, segue Dias.

Mas para se ter ideia da diferença entre esses valores, cada tonelada de frango foi vendida, em média, a quase US$ 1,7 mil neste ano, cada tonelada de cereal pagou US$ 333, a cadeia das proteínas tem uma valorização de cerca de 5 vezes.


Importações e saldo da balança

As importações de janeiro a julho também recuaram em Cascavel: 2% de queda. No período em 2019 haviam sido US$ 121,8 milhões em aquisições externas e neste ano foram US$ 119,3 milhões. O recuo das importações não conseguiu equilibrar o saldo da balança com valores similares aos registrados no ano passado e a queda em 2020 foi de 16%. O saldo da balança é calculado pela dedução das importações no total das exportações. Em 7 meses no ano passado foram US$ 182,6 milhões em caixa como saldo e neste ano US$ 152,8 milhões.


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