sábado, 19 de junho de 2021

Cascavel

PF cumpre mandados contra o PCC dentro do Presídio Federal de Catanduvas

31 Aug 20 - 07h58 Atualizado 31 Aug 20 - 08h20 Juliet Manfrin
PF cumpre mandados contra o PCC dentro do Presídio Federal de Catanduvas

Via: Redação/Juliet Manfrin - Foto: Reprodução

Presos ligados ao Primeiro Comando da Capital que já estão custodiados no Presídio Federal de Catanduvas foram alvos de novos mandados de prisão na manhã desta segunda-feira (31).

O  cumprimento dos mandados, pela Operação Caixa Forte, foi cumprido pela Polícia Federal da Delegacia de Cascavel em parceria com outros órgãos de segurança. Parte dos agentes ainda está no presídio.

Pela delegacia da Polícia Federal em Cascavel, além dos cumprimentos em Catanduvas, houve ainda outros mandados de pessoas que ainda não estavam atrás das grades, são desde cumprimentos de prisão até de busca e apreensão.

As principais acusações são por lavagem de dinheiro.

Hoje, por sua vez, é lembrado o aniversário do PCC. 

A Operação cumpre, em todo o País, 600 mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueia mais de R$ 250 milhões.

Ao menos 210 presos nos presídios federais são alvos da operação deflagrada nesta manhã. Todos recebiam, segundo as investigações, auxílio mensal de recursos como uma espécie de mesada por já terem ocupado cargos de alto escalão dentro da facção, além de executarem servidores públicos. Entre os exemplos estão 2 agentes de Catanduva assassinados em Cascavel.

Em todo o país, dos 600 mandados em cumprimento, mais de 400 são de prisão, dos quais cerca de 170 já estão custodiados. Para se ter ideia, nos 5 presídios federais existe hoje algo próximo a 750 detentos.

Chamada de Caixa Forte, a operação recebe o apoio de outras forças de segurança, além da PF. O Depen Federal participa das ações.

Os alvos são acusados de composição de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

Em catanduvas, são pelo menos 8 mandados em cumprimento nesta segunda-feira.


Aniversário do PCC

No dia 31 deste mês a maior facção criminosa brasileira, com ramificações em pelo menos outros 5 países e que, apesar de ter nascido no Estado de São Paulo, tem no Paraná sua segunda maior casa, celebra mais um ano de vida. Criada em 31 de agosto de 1993 o grupo completa 27 anos desde a sua fundação dentro da Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté. Com operações voltadas ao tráfico de drogas, armas e munições, a facção criou raízes na fronteira do Brasil com o Paraguai de onde operacionaliza boa parte dos negócios. Comumente a data costuma ser marcada por ‘celebrações’ como o enfrentamento ao sistema prisional, por exemplo. As mortes dos agentes em Cascavel em 2015 e 2016 foram uma dessas medidas.

De lá para cá alguns planos foram interceptados pelas forças de segurança e o racha interno provocado pela disputa do comando, que se acirrou desde a morte de Rogério Jeremias de Simone, o 'Gegê do Mangue', e Fabiano Alves de Souza, o 'Paca', em 2018, e que teria sido ordenada por Marcos Camacho, o Marcola, provou um racha interno. Ações desarticuladas pelas forças de segurança e a trsnferência dos principais líderes para o sistema federal contribuíram para que o grupo sofresse grandes perdas financeiras.

Nos últimos anos a facção tem se especializado também, segundo a Polícia Federal, no contrabando de cigarros. Um mercado certo, muito lucrativo e ainda visto como uma grande parcela da população como um crime de menor potencial ofensivo. Ao lado do tráfico, como o de cocaína para diversos cantos do mundo, mas principalmente pela Europa.


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